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João Paulo e Sarney surpreendem na abertura do Legislativo

Na abertura de hoje dos trabalhos do Legislativo, os presidentes da Câmara, João Paulo Cunha (PT-SP), e do Senado, José Sarney (PMDB-AP), fizeram discursos surpreendentes. Enquanto João Paulo criticou a meta de superávit primário - hoje em 4,25% do PIB - e a taxa de juros da economia, Sarney aproveitou para defender o Congresso."O Parlamento brasileiro é um dos mais despojados do mundo e gasta menores somas. Em 2000, o percentual dos nossos gastos em relação ao orçamento era de 0,65%. Quatro anos depois é de 0,27%, mostrando o quanto aumentamos o trabalho e diminuímos o gasto. Previmos para as despesas com juros e amortização da dívida pública, este ano, um trilhão e 100 bilhão de reais, 76% do orçamento", disse Sarney, que fez um rápido balanço das atividades do Legislativo no primeiro ano de governo Lula.Em seu discurso, João Paulo também fez um balanço dos trabalhos da Câmara no ano passado e na convocação extraordinária, que terminou na sexta-feira. Ele disse que a Câmara vai se concentrar em 2004 na discussão e aprovação de projetos que desonerem o emprego formal e criticou o superávit e as taxas de juros.Para o presidente da Câmara, não há razão para que relação da dívida versus PIB esteja praticamente inalterada, considerando o superávit praticado hoje no Brasil e os juros pagos."No decorrer de todo o ano, a luta foi travada em nome da economia: controlou-se a inflação, administraram-se as relações de câmbio e não houve prejuízos com a balança comercial. Acreditamos que, em 2004, todas essas vitórias econômicas sejam postas em favor da promoção social, do desenvolvimento humano, de uma condição mais próspera, mais digna e mais justa para todos os brasileiros", concluiu João Paulo.

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