João Paulo e Freire trocam insultos durante votação do mínimo

O presidente da Câmara, João Paulo Cunha (PT-SP), e o presidente do PPS, Roberto Freire (PE), se envolveram em um bate-boca durante a votação da medida provisória do salário mínimo. João Paulo chegou a xingar Freire de "cretino", segundo relato do próprio Freire e de deputados que presenciaram a cena. O xingamento foi feito fora do microfone. "Cretino é você", devolveu Freire. Mais tarde, João Paulo negou, por meio de sua assessoria, que tenha ofendido Freire. Segundo o presidente da Câmara, houve um mal-entendido. "Não fiz nenhuma afirmação dessa ordem", disse. A discussão começou quando Freire reclamou da orientação do PPS registrada no painel eletrônico. O deputado argumentou que o partido se posicionou favorável ao projeto de conversão que previa R$ 275 para o salário mínimo e o painel registrava que a bancada estava liberada. Momentos antes, o painel registrava o "sim" como posição do partido, mas João Paulo explicou que uma funcionária do PPS havia pedido para alterar a orientação de "sim" para "liberada". "Fiquei muito constrangido", disse o líder do PPS , Júlio Delgado (MG). Na opinião dele, valia mais a posição da bancada do partido favorável ao governo do que a orientação da Executiva, presidida por Freire, de defesa dos R$ 275.A discussão continuou entre Freire e o deputado Luiz Sérgio (PT-RJ), que foi defender João Paulo. "O deputado Freire acha que é melhor do que os outros deputados. Aqui ele é deputado como qualquer outro", protestava o petista ao afirmar que Freire pretendia usar a palavra, quando muitos outros deputados estavam na fila de inscritos. "Se quiser falar, tem de se inscrever como qualquer outro", disse Luiz Sérgio. Deputados tiveram de interceder para impedir que Freire e Luiz Sérgio partissem para a agressão física. "Apenas separei os dois", contou o deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP).

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