João Paulo diz que reforma dificilmente aumentará tributos

O presidente da Câmara, deputado João Paulo Cunha (PT-SP), disse, ao receber um documento com sugestões de empresários para que sejam mudados pontos da reforma tributária, que o texto da proposta em tramitação na Câmara não provocará aumento da carga tributária. "O meu companheiro Virgílio Guimarães (PT-MG), relator da proposta, e o deputado Mussa Demes (PFL-PI), presidente da Comissão Especial de Reforma Tributária, me deram tranqüilidade de que dificilmente haverá aumento", afirmou. Segundo João Paulo, a proposta do governo é o início efetivo para uma redução da carga, a médio e longo prazos. "Esse é o objetivo de todos nós", afirmou. "Estou certo de que é também o objetivo do presidente da República e do ministro da Fazenda". Ao entregar as reivindicações, principalmente de redução da carga tributária, o empresário Jorge Gerdau, do grupo Gerdau, disse que a maior preocupação do empresariado é um ajuste para cima das alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). "Esperamos que esta Casa aprimore o texto enviado pelo Executivo", disse. Ele disse que não é contra a reforma, mas pediu uma definição de pontos como o do ICMS. O deputado Virgílio Guimarães, presente ao encontro, assegurou aos empresários que, se aprovada, a proposta de emenda constitucional nº 41 não aumentará ainda mais a carga tributária. Mas, segundo ele, não se pode perder de vista os riscos de uma deformação da lei, em seu aspecto constitucional. Os empresários serão recebidos hoje pelo ministro da Fazenda, Antonio Palocci.

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