João Paulo diz que PM não atuou dentro da Câmara

O presidente da Câmara, João Paulo Cunha explicou quea polícia militar atuou dentro do prédio da Câmara para reprimir manifestações contrárias à reforma previdenciária. Disse que, infelizmente, aconteceu o episódio da prisão de uma manifestante. João Paulo contou que por volta das 10 horas, quando começou a aglomeração na entrada de um dos anexos da Câmara, o serviço de segurança pediu autorização para chamar a Polícia Militar. Quando os policiais chegaram, tiveram que buscar um atalho por dentro do prédio para chegar à portaria. Ele informou que está requisitando fitas de todo o episódio para tomar medidas. João Paulo afirmou que seria uma irresponsabilidade deixar que cerca de 300 pessoas entrassem na sala de reuniões num espaço que não comporta esse número. Disse que o esquema de acesso dos participantes à reunião da comissão especial foi montado ontem com as entidades. Ele afirmou que não vê problemas em relação à queixa-crime que o servidor agredido anunciou que entraria contra ele. Ele questionou o fato de alguns parlamentares do seu próprio partido terem criticado seu comportamento ressaltando, contudo, que o próprio processo político comporta esse tipo de crítica. "Se não tivéssemos tido problema com esse servidor, seria um dia traqüilo", afirmou, referindo-se ao manifestante que sofreu agressão. O presidente da Câmara adiantou ainda que durante a votação em plenário na reforma previdenciária não será permitida a presença de manifestantes no salão verde. Os partidos políticos, informou, receberão, proporcionalmente, senhas de acesso às galerias da Câmara. Será instalado também um telão para que algumas pessoas possam assistir a sessão.

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