João Paulo diz que Câmara vota reformas até início de agosto

O presidente da Câmara, João Paulo Cunha, disse que o plenário da Casa começará a votar as propostas de reforma tributária e previdenciária no final de julho e começo de agosto. Ele disse que espera contar com os votos de deputados do PFL e do PSDB, além dos partidos que integram a base aliada. João Paulo admite que a Previdência é um assuto mais polêmico, mas disse que o assunto está sendo "bem encaminhado". Segundo ele, a entrada do PMDB na base governista não é condição para a aprovação das reformas porque, no entendimento do deputado, o apoio às reformas na Câmara é bem mais amplo. João Paulo Cunha considerou "passageira" a dissidência no PMDB, verificada ontem, na votação da Medida Provisória do salário mínimo, quando 18 peemedebistas votaram contra o governo. "As reformas vão ser mais conversadas. A base votará unida para aprová-las", disse. João Paulo esteve na CCJ da Câmara, para cumprimentar seus integrantes que estão votando a admissibilidade da proposta de reforma tributária. O presidente da Comissão, Luiz Eduardo Greenhalgh, em tom de brincadeira, fez um pedido a Cunha. "Eu só peço para não começar a Ordem do Dia", referindo-se ao episódio de ontem, quando João Paulo interrompeu a votação na CCJ, provocando o adiamento da votação da reforma, ao convocar todos os deputados a comparecerem ao plenário para a Ordem do Dia (parte da sessão destinada a votações de propostas).

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