João Paulo defende convocação extraordinária do Congresso

O presidente da Câmara, deputado João Paulo Cunha (PT-SP), defendeu hoje a convocação extraordinária do Congresso pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para trabalhar no mês de julho, caso a Câmara não consiga aprovar nesta quarta-feira a medida provisória do salário mínimo. Na avaliação de João Paulo, se o mínimo não for votado na data, dificilmente os deputados conseguirão concluir a votação de todos os projetos da pauta da Câmara até o dia 8 de julho, quando os parlamentares deverão entrar em recesso. Se o Congresso for convocado, cada um dos 513 deputados e 81 senadores ganhará R$ 25,4 mil brutos a mais - além do salário mensal de R$ 12,7 mil - para trabalhar no mês de julho. João Paulo reuniu-se com nove ministros de Estado e líderes da base aliada na noite de terça-feira para discutir a estratégia de aprovação do salário mínimo de R$ 260, cuja votação, prevista para 23 de junho, foi adiada em virtude do falecimento do presidente do PDT, ex-governador Leonel Brizola.Se o mínimo não for votado na quarta-feira, os deputados terão pouco tempo para cumprir a pauta de votação. Na semana que vem, deverá ocorrer "recesso branco" na Câmara, porque a maioria dos deputados estará envolvida nas convenções partidárias para escolher os candidatos às eleições municipais. Dia 30 de junho é o último dia para realização das convenções. "O tempo é curto", resumiu João Paulo, que também relembrou a necessidade em votar, até agosto, a Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2005.

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