João Paulo arma estratégia para adiar seu julgamento

O Conselho de Ética da Câmara suspendeu a reunião em que analisava o processo de cassação do ex-presidente da Casa João Paulo Cunha (PT-SP), depois que o próprio João Paulo sinalizou à deputada Ângela Guadagnin (PT-S) que pedisse vista do processo por duas sessões para análise das conclusões do relator, deputado Cézar Schirmer (PMDB-RS).Fiel escudeira dos petistas e aliados no Conselho, a deputada já havia anunciado seu propósito de não pedir vista, atendendo a desejo do próprio João Paulo. Mas o parecer foi considerado tão denso e incontestável por grande parte das pessoas que assistiram à reunião que João Paulo interrompeu a reunião e autorizou a parlamentar a pedir vista. O presidente do Conselho, Ricardo Izar (PTB-SP), transferiu para quinta-feira, pela manhã, a continuação da discussão do parecer. A única parlamentar que havia discutido o parecer, até aquele momento, era Ângela Guadagnin. Peso do relatórioO relatório, composto por 68 páginas, ia ser votado depois de 3h20 de reunião. Boa parte deste tempo foi dedicada à leitura do voto do relator Cezar Schirmer, que conclui pela perda do mandado do petista. Mesmo antes de iniciar a discussão, conselheiros avaliam que o parecer de Schirmer é um dos mais incontestáveis. "Foi um relatório magistral. Destruiu toda a defesa do deputado João Paulo", afirmou o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) ao deixar temporariamente a reunião.

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