ERNESTO RODRIGUES/ESTADÃO
ERNESTO RODRIGUES/ESTADÃO

Políticos reagem nas redes à saída de Doria da corrida presidencial

João Doria desistiu de se candidatar à Presidência da República nas eleições 2022; nas redes sociais, políticos como Carla Zambelli e Douglas Garcia comentaram a notícia

Davi Medeiros, O Estado de S.Paulo

31 de março de 2022 | 09h34

Políticos repercutem nas redes a desistência de João Doria da disputa pela Presidência da República. O nome do tucano tornou-se um dos assuntos mais comentados do Twitter na manhã desta quinta-feira, 31, após ser noticiado que ele deve permanecer no governo de São Paulo. O paulista deixaria o cargo esta semana para concorrer ao Planalto. 

A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) ironizou a desistência. Insinuou que o governador não representava risco ao presidente Jair Bolsonaro na disputa, dado que, segundo ela, “só perdia para a margem de erro”. Afirmou, também, que São Paulo “não aguenta mais” o tucano. “Não desista!”, escreveu. 

Após subir no palanque de Bolsonaro em 2018, Doria tornou-se um dos principais opositores do presidente entre os governadores. O desafeto se acentuou em 2020, quando ambos travaram uma disputa política pelas vacinas contra covid-19. Contudo, mesmo batendo de frente diversas vezes com o chefe do Planalto, o tucano não conseguiu se consolidar como uma alternativa forte a ele nas pesquisas. 

O ex-candidato à Presidência Eduardo Jorge (PV) endossou a decisão de Doria e disse que o ideal, para ele, seria o governador “avaliar com realismo sua pouca chance de romper a polarização” entre Lula e Bolsonaro. Jorge acrescentou que a desistência deve abrir espaço eleitoral para uma composição liderada por Simone Tebet (MDB) com Eduardo Leite (PSDB). Entretanto, ainda não está claro o caminho que o governador gaúcho vai seguir agora que tem a via livre no ninho tucano.

O ex-ministro Ricardo Salles, do Meio Ambiente, classificou o movimento de Doria como "jogo de cena". Ele disse acreditar que Rodrigo Garcia deve usar a situação como pretexto para retornar ao DEM (hoje, União Brasil). O vice-governador migrou para o PSDB no ano passado, em uma ação justamente arquitetada por Doria. 

"Rodrigo ganha pretexto para fingir que brigou e rompeu com Doria e assim se afasta do candidato mais rejeitado do Brasil", escreveu Salles.

O senador Álvaro Dias (Podemos) também deu destaque à desistência em suas redes, mas apenas compartilhou a manchete da notícia. O mesmo fez o deputado estadual Douglas Garcia (Republicanos-SP). O vereador Rubinho Nunes, de São Paulo, disse que o governador "arregou". 

A deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP) afirmou que a carreira de Doria se resume a "trair correligionários". "A carreira de João Doria na política consiste em trair seus correligionários e beneficiar seus colegas empresários. O recuo da disputa à presidência não irá afastá-lo da derrota. De um jeito ou de outro, vamos sepultar Bolsodoria, para alegria de São Paulo e do Brasil", escreveu. 

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