Katna Baran/Estadão
Katna Baran/Estadão

João Amoêdo deixa a presidência do Novo; Eduardo Ribeiro assume

Segundo aliados, ex-candidato à Presidência deixa cargo para assumir fundação ligada ao partido

Camila Turtelli e Paula Reverbel, O Estado de S. Paulo

05 de março de 2020 | 20h33

BRASÍLIA E SÃO PAULO – O empresário João Amoêdo deixou nesta quinta-feira, 5, a presidência do partido Novo e será substituído por Eduardo Ribeiro, ex-presidente do Diretório Estadual de Santa Catarina. João Amoêdo permanecerá na Fundação Brasil Novo, como membro do Conselho Curador e como filiado.

“Com 4 anos e meio do nosso registro no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), somos ainda uma instituição jovem, mas que já apresenta resultados relevantes e serve como exemplo de boas práticas na política”, escreveu Amoêdo em carta divulgada no site do partido.

A legenda conseguiu eleger oito deputados federais nas eleições de 2018, além do governador de Minas Gerais, Romeu Zema.

De acordo com o professor Christian Lohbauer, que foi o vice na chapa presidencial de Amoedo nas eleições de 2018, o correligionário está encerrando um ciclo que estava muito centralizado nele desde o início. “Ele estava cansado e agora quer se dedicar mais à fundação”, afirmou.

“Eduardo nasceu dentro do partido, das bases de Santa Catarina, não é indicação de ninguém, não é parente de ninguém”, afirmou o professor e cientista político liberal brasileiro. Segundo Lohbauer, a ascensão de Ribeiro se da por mérito. O diretório de Santa Catarina, dirigido por ele, teve o melhor voto per capita nas eleições gerais de 2018 (o maior numero de votos em relação aos numero de eleitores).

Ainda segundo o professor, Ribeiro não integrou o grupo inicial que fundou o Novo, representando uma renovação nos quadros.

Fontes da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo ligadas ao Novo disseram ao Estado que os parlamentares não sabiam da mudança até o envio do comunicado do partido.

Como candidato a presidente nas eleições de 2018, Amoêdo teve 2,6 milhões de votos – 2,5%. Ficou em quinto lugar na disputa, superando a ex-senadora Marina Silva, da Rede Sustentabilidade.

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