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Cristina Padiglione
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'JN' perdeu público, mas ainda é vitrine

Foi-se o tempo em que mais da metade do País parava para ver o Jornal Nacional. Dos 60% da audiência de rede que o noticiário abocanhava há 20 anos, mal lhe restam 30%, patamar que hoje, quando alcançado, é motivo de celebração na Globo. Vá lá que o noticiário tenha perdido mais da metade de um eleitorado com foco atualmente dividido entre mais de 100 canais e telas de todos os tamanhos e conteúdos, mas estamos falando de quase um terço do País - na Grande São Paulo, onde a concorrência é mais acirrada, o JN atinge um quarto dos domicílios.

Cristina Padiglione, O Estado de S.Paulo

03 de agosto de 2014 | 02h06

De todo modo, é, ainda de longe, a maior fatia de público alcançada de uma só vez e, portanto, a maior vitrine para qualquer fração de exposição. Daí a acreditar que isso define o voto da plateia, são outros quinhentos. O que interessa a candidatos e marqueteiros, a princípio, é ampliar a fama dos aspirantes ao pleito, seja pelo JN ou por meio de figuras populares como Ratinho, Datena, Marcelo Rezende, ou até pelo horário eleitoral, aparentemente rejeitado pelo público, mas de efeito incontestável para a fama do candidato.

Mesmo as redes sociais que lhes servem como fator multiplicador encontram, na televisão, a matriz de maior barulho para os ecos no Twitter, Facebook, Instagram e na blogosfera que se alimenta sobretudo do noticiário das mídias tradicionais para gerar seu conteúdo - ora discordando, ora concordando, mas sempre polemizando. Na era da viralização promovida pela web, a TV aberta ainda potencializa o debate.

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