Jiang Zemin chega na quarta a Brasília

O presidente da China, Jiang Zemin, desembarca nesta quarta-feira em Brasília para um encontro de trabalho com o presidente Fernando Henrique Cardoso.Preocupado em reforçar oslaços com países latino-americanos e não perder esse mercado para os Estados Unidos e a Europa, Zemin cumpre um roteiroque incluiu visitas a Chile, Argentina, Uruguai, Venezuela e Cuba.Zemin chega à América Latina em uma época em que ocontinente americano está intensificando as negociações sobre a Área de Livre Comércio das Américas (Alca).De acordo com aembaixada da China, a vista foi decidida pelo governo chinês no início do ano.Essa será a segunda vista de Zemin ao Brasil, onde esteve em 1993. Na pauta da reunião com Fernando Henrique figuramtemas como a situação política e econômica na América Latina e na Ásia, parcerias tecnológicas, relação econômica e aaproximação dos dois países em fóruns multilaterais.O governo brasileiro tem interesse em ampliar as relações comerciais com a China, o maior mercado do mundo, com mais de1,2 bilhão de habitantes.Para lá, vão menos de 2% das exportações brasileiras, principalmente de produtos básicos, como feijão e minério de ferro. Mas recentemente a China comprou aviões da Embraer.Como o país está aderindo à OrganizaçãoMundial do Comércio (OMC), o Brasil espera ampliar as exportações para esse mercado.Nas negociações de apoio do Brasilà adesão da China à OMC, o País conseguiu baixar tarifas para as exportações de suco de laranja, café solúvel e óleo desoja.Em novembro do ano passado, o chefe da área econômica do Itamaraty, embaixador José Alfredo Graça Lima, esteve naChina, em uma vista à Ásia que incluiu Japão e Coréia do Sul, para falar do Mercosul.O governo brasileiro quer negociarcondições para fornecer arroz à China.Graça Lima acredita que, junto com a Argentina, o Brasil tem potencial para vender cerca de dois milhões de toneladas por anoàquele país.Este setor, porém, ainda é muito protegido pelos chineses. Por outro lado, os dois governo também terão de discutir aadministração do comércio de têxteis e brinquedos, setores brasileiros mais preocupados com um maior volume de comérciocom a China.

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