Jereissati: não é hora de definir a sucessão

Se depender da vontade dogovernador cearense, Tasso Jereissati (PSDB), a discussão sobre quem será o candidatodo PSDB à sucessão de Fernando Henrique Cardoso fica adiada para o final deste ano einício do outro. Agora, segundo ele, não é hora de definir nomes. ?Acho que não é umbom momento e é perda de tempo, principalmente, porque, hoje, não se define nada?,argumentou. Em entrevista concedida, nesta segunda-feira à TV Verdes Mares, no Ceará, Tasso mais uma vez negou ser candidato. ?Não sou candidato à Presidência daRepública e nem candidato a candidato?, disse o governador no final da entrevista, queocupou dois blocos do telejornal local. Tasso deixou transparecer que teme o desgastede seu nome com o lançamento prematuro feito pelo amigo Mário Covas. ?Eu tenho ditosempre o seguinte: nós temos muita água pra rolar. Eu tenho alguma experiência emsucessão presidencial, de que participei diretamente". "Na campanha do governador Covas àPresidência da República, todas as pessoas que se colocavam como candidatas com umano, dois anos de antecedência, desapareceram de cena durante a eleição e novosatores apareceram. Quando eu era presidente do PSDB e lançamos a candidatura deFernando Henrique à Presidência da República, Fernando Henrique não era cogitado nempara governador de São de Paulo na época. E, com as circunstâncias, ele acabou sendoo candidato à Presidência da República?, acrescentou o governador cearense. Tassoreconheceu que começou a conversar sobre a possibilidade de ser presidente quandoteve seu nome lançado pelo governador Mário Covas. ?É evidente que, quando Mário Covaslançou meu nome, eu comecei a conversar sobre o assunto porque, como eu disse váriasvezes, ele é a minha grande referência política. Ele foi a minha grande referênciapolítica, e só o fato dele ter lembrado o meu nome para mim isso foi extremamenteimportante?, justificou Tasso. Mais adiante, o governador afirmou que se achou comalguma responsabilidade naquele momento, ?sem dúvida alguma?. Mas, voltou a repetir oque vem respondendo desde o final das eleições no Congresso, das quais, segundoanalistas políticos, Tasso teria saído enfraquecido: ?No momento, a minha grandepreocupação é o Estado do Ceará?.Reafirmou que, com a morte de Covas e o resultadodas eleições no Congresso, nada muda dentro do PSDB em relação a ele. ?Não existenenhum problema meu com relação a ficar diferente do que era no passado no partido. Oque existe é uma diferença, um vazio gigantesco que fica na vida do partido com aperda do nosso querido governador Mário Covas?.Disse que pautou muito da sua vidapública na referência, no exemplo de vida do governador paulista. ?Entrei no PSDB, apartir da sua campanha presidencial, também muito pautado pelo que ele representava,pelo que ele era. Evidentemente, isso deixa um vazio muito grande na vidapartidária?, comentou.Disse, porem, que não ficou órfão com a morte do governadorpaulista. Elogiou seu concorrente à vaga de candidato pelo PSDB, o ministro da Saúde,José Serra. ?O ministroSerra é um grande administrador. Está fazendo um belíssimo trabalho no Ministério daSaúde. E eu só posso elogiar o trabalho dele. A minha grande preocupação é o Governodo Estado do Ceará?, repetiu.

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