Jefferson é melhor testemunha do escândalo, diz defesa

O advogado Luiz Francisco Corrêa Barbosa, que defende o presidente do PTB, Roberto Jefferson, afirmou nesta segunda que seu cliente só foi denunciado pelo Ministério Público Federal para ser silenciado. "Roberto Jefferson é acusado aqui só para não abrir aquela boca enorme", afirmou Barbosa, na sustentação que concluiu no Supremo Tribunal Federal (STF) no processo do mensalão.

RICARDO BRITO, Agência Estado

13 de agosto de 2012 | 16h26

Para o defensor, Jefferson seria a "melhor testemunha do escândalo". O presidente do PTB é réu por lavagem de dinheiro e corrupção passiva por ter admitido receber R$ 4 milhões do esquema supostamente montado por Marcos Valério e Delúbio Soares. O MP disse que o dinheiro era para comprar o apoio político do partido, enquanto a defesa sustenta que era para custear despesas de campanha para as eleições municipais de 2004.

Segundo Barbosa, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, quer jogar "o povo contra o tribunal". "E por que quer fazer isso? Porque não cumpriu seu papel", disse, referindo-se ao fato de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não foi denunciado como responsável por envolvimento no escândalo.

O advogado disse que Gurgel "se recusa a fazer o seu trabalho". Barbosa citou o fato de que o procurador-geral da República teria "sentado em cima da investigação" por três anos que apontava o envolvimento do senador cassado Demóstenes Torres (ex-DEM, sem partido-GO) com o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

Mais uma vez, Barbosa acusou Lula de ter sido omisso e de ter traído a confiança do povo. "(O ex-presidente) Se portou como um omisso, que traiu a confiança do povo, dentre os quais me incluo mais de uma vez como eleitor", afirmou ele, ressaltando que Jefferson não praticou crime.

Tudo o que sabemos sobre:
mensalãojulgamentoJeffersonMP

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.