Jefferson diz que não desiste de nomeação da filha: 'Está na mão de Deus'

Presidente do PTB disse que 'não há pressão' no partido para reavaliar nome de deputada para o Ministério do Trabalho

Isadora Peron, O Estado de S. Paulo

05 Fevereiro 2018 | 20h47

Mesmo após as novas denúncias envolvendo a sua filha Cristiane Brasil, o presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, disse que não pretende indicar outro nome para o Ministério do Trabalho e que o caso, agora, está na "mão de Deus".

Jefferson afirmou que vai esperar esta semana por uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a posse no cargo e negou que haja pressão da bancada do PTB na Câmara para que o partido reavalie a nomeação de Cristiane.

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Os deputados do PTB devem se reunir nesta terça-feira, 6, para discutir a questão. Segundo um parlamentar, o sentimento é que a escolha de outro nome para o cargo seria a única maneira de acabar com a sucessão de desgastes já enfrentados pela sigla.

Nesta segunda, o ministro Carlos Marun (Secretaria de Governo) afirmou que o Palácio do Planalto não vai solicitar que o PTB indique outro nome, mas nos bastidores o governo tem sinalizado que essa seria a melhor solução para o caso.

Além de a posse da filha de Jefferson estar barrada pela Justiça há um mês, no final de semana surgiram novas acusações contra Cristiane que ampliaram o desgaste em torno da indicação. Conforme revelou o Estado no último sábado, Cristiane é alvo de um inquérito que apura suspeitas de associação com tráfico durante a campanha eleitoral de 2010.

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Em nota, a deputada afirmou que vem “sofrendo uma campanha difamatória” e fez um apelo à presidente do STF, Cármen Lúcia, para que a Corte julgue “o mais rápido possível” essa questão. Ela afirma que a sua posse está barrada com base na existência de duas ações trabalhistas que teve no passado e diz não dever mais nada à Justiça Trabalhista. “Estou sendo julgada política e não juridicamente. Tenho a ficha limpa. Mas, infelizmente, o meu julgamento superou essa esfera. Preciso que o STF decida essa questão, para que eu possa seguir minha vida política”, disse.

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