J&F continua analisando outras empresas, diz presidente

O clima de desconfiança pesou sobre a negociação da holding J&F com a construtora Delta, que está envolvida no escândalo que cerca o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, alvo de uma CPI no Congresso.

EDUARDO MAGOSSI, Agência Estado

01 de junho de 2012 | 16h04

"Crise de credibilidade afeta os negócios de qualquer empresa", afirmou o presidente da J&F, Joesley Batista, nesta sexta-feira, em entrevista com a imprensa para anunciar a desistência do negócio, menos de um mês após assumir a gestão da construtora. Batista deixou claro que a desistência ocorreu pela manutenção da desconfiança: "Não foi provocada pela quebra de sigilo fiscal da empresa, nem pelo estudo da KPMG, que ainda não ficou pronto", explicou.

Apesar do fim do acordo com a Delta, o grupo J&F continua analisando outras empresas na área de construção civil. "A Delta foi a terceira empreiteira que olhamos e continuamos olhando outras."

Na avaliação do executivo, a Delta "não tem problema em provar que é idônea", mas permanecerá sob suspeita e em investigação no longo prazo, o que atrapalha sua operação. "Imaginávamos que isso seria resolvido no curto prazo, porém o ambiente hoje é pior do que há 30 dias", disse Batista. "Queremos entrar em um negócio que tenha condições de funcionar."

Ainda nas palavras do presidente da J&F, a questão da CPI, "que é legítima, atrapalha a vida da empresa". E completou: "Não achamos que somos a melhor ''pessoa'' para administrar uma empresa que vai ter que lutar pela sua sobrevivência".

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