Jarbas Vasconcelos usa novas denúncias na Casa Civil para atacar Dilma

Candidato ao governo de Pernambuco pelo PMDB critica petista no horário eleitoral

Angela Lacerda, da Agência Estado

20 de setembro de 2010 | 16h18

RECIFE - O senador Jarbas Vasconcelos (PMDB), candidato ao governo de Pernambuco, utilizou nesta segunda, 20, o horário gratuito da propaganda eleitoral para levantar dúvidas quanto à capacidade da candidata petista Dilma Rousseff presidir o País. "Dá para acreditar numa candidata que deixou os assessores transformarem o Palácio do Planalto num escritório de recebimento de propina?", indagou ele. "Dá para deixar o Brasil, a sua vida, a vida dos seus filhos, nas mãos de uma candidata que não sabe ou finge que não sabe, os crimes e irregularidades cometidos por assessores?"

 

 

Em tom incisivo, o candidato afirma que "esse dinheiro que enche as gavetas do Palácio do Planalto é dinheiro dos impostos que todos nós pagamos". Sua fala se seguiu à informação, em off, de um locutor, que lembrou que "nos últimos dias os brasileiros estão acompanhando a nova série de graves denúncias que culminaram com a demissão de Erenice Guerra, que era a principal assessora e sucedeu Dilma Rousseff na Casa Civil, o ministério que funciona ao lado do gabinete do presidente Lula". Agora - continua o locutor - "a imprensa afirma que o filho da assessora de Dilma e ex-ministra negociava comissões para a compra de medicamentos em pleno Palácio do Planalto".

 

 

"Não acredito que política é isso que Dilma e os aliados dela fazem", afirma Jarbas. "Política não é reunião de espertos que enche as próprias gavetas com dinheiro de propina, gente que recebe dinheiro até para liberar remédio", diz o candidato - que, de acordo com as pesquisas, deve ser derrotado no primeiro turno pelo governador Eduardo Campos (PSB). Ele finaliza sua fala ao destacar que o tucano José Serra já foi deputado e senador, secretário e ministro, prefeito e governador e "nunca teve um assessor envolvido em escândalos".

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