Jarbas Vasconcelos confirma que irá concorrer ao governo de Pernambuco

Senador do PMDB não queria concorrer, mas foi pressionado por José Serra, que deseja montar um palanque forte no Estado

Angela Lacerda / RECIFE - O Estado de S.Paulo

06 Maio 2010 | 17h12

O senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) confirmou nesta quinta-feira, 6, que irá disputar o governo de Pernambuco. Jarbas estava relutante em entrar na corrida eleitoral, mas era pressionado pelo pré-candidato tucano à Presidência da República, José Serra, de qum é aliado e que precisava de um palanque forte no Estado.

 

Segundo o senador, a decisão de se candidatar não foi somente pelos apelos de Serra. De acordo com ele, o que o convenceu mesmo foi o apelo popular das ruas.

 

Jarbas garantiu que, embora estivesse desestimulado, uma vez que assumiu a candidatura, vai para a disputa com disposição para ganhar. Disse ainda que, embora seja dissidente do PMDB, poderá pedir ajuda à direção nacional do partido para arrecadar recursos para a campanha. O principal adversário de Jarbas é o governador Eduardo Campos (PSB), que conta com a máquina do governo, o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da maioria dos prefeitos do Estado e tem boa avaliação.

 

Além dele, o senador Marco Maciel (DEM) vai disputar a reeleição pela mesma chapa, na aliança que envolve PMDB, PSDB, DEM, PPS e PMN. Os nomes para vice e outro nome do Senado ainda não estão definidos.

 

Já o senador Sérgio Guerra, principal liderança tucana no Estado, anunciou que não vai tentar a reeleição ao Senado - onde teria a concorrência do próprio Marco Maciel e do ex-ministro da Saúde Humberto Costa (PT). Guerra vai disputar uma vaga na Câmara dos Deputados - segundo ele, para ter mais tempo para se dedicar à campanha de Serra.

 

Jarbas comentou ainda o envolvimento entre o secretário nacional de Justiça, Romeu Tuma Jr., e o chefe da máfia chinesa no em SP, li Kwok Kwen, o Paulo Li, denunciado na última quarta-feira, 5, pelo Estadão. Jarbas defendeu o afastamento do secretario nacional de justiça do cargo enquanto as suspeitas da Polícia Federal são investigadas.

 

Caso Tuma Jr.

 

Ele afirmou que isso não significa que considera Tuma Jr. culpado das acusações. Mas considerou as denúncias contundentes. Segundo ele, nesses casos sua postura é sempre a de defender o afastamento para apuração. "Aquilo que a gente queria para Sarney não foi feito e hoje Sarney preside o Senado como se nada tivesse acontecido", disse ele referindo-se à denúncia doas atos secretos.

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