Jarbas Vasconcelos busca nacionalizar debate

Sem possibilidade de conquistar o governo de Pernambuco de acordo com as pesquisas de opinião - a última Datafolha/TV Globo o aponta 57 pontos atrás do governador Eduardo Campos (PSB), candidato à reeleição - o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB) buscou nacionalizar o debate realizado na noite de hoje entre os candidatos ao governo do Estado pela TV Jornal.

ANGELA LACERDA, Agência Estado

23 de setembro de 2010 | 23h27

"Quero falar aqui sobre a descoberta de uma central de mentiras, de nepotismo, de tráfico de influência e de cobrança de propina dentro do Palácio do Planalto", disse ele, para depois afirmar que quem instalou esta "central da roubalheira" foi a ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, braço direito da candidata petista à presidência Dilma Rousseff.

Eduardo Campos apoiou a importância da investigação de denúncias, mas criticou o estilo de Jarbas e pediu respeito para Dilma e para o presidente Lula. "O governo (de Lula) fez muito mais por Pernambuco do que o de Fernando Henrique Cardoso", afirmou o governador, ao dizer que agressões não contribuem e ao destacar "o visível despreparo" de Jarbas para discutir as coisas.

"Essa história de agressão, baixaria, é conversa para boi dormir", rebateu Jarbas, num embate que demonstrou as divergências e o ranço existente entre os dois. "Dizer a verdade não é baixaria, esclarecer o eleitor é obrigação da campanha", disse o senador, que acusou Eduardo de ter contribuído para "quebrar" o Estado - como secretário de Fazenda do seu avô Miguel Arraes no período 1994/98.

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