Jarbas usa denúncias na Casa Civil para atacar Dilma

O senador Jarbas Vasconcelos (PMDB), candidato ao governo de Pernambuco, utilizou hoje o horário gratuito da propaganda eleitoral para levantar dúvidas quanto à capacidade da candidata petista Dilma Rousseff presidir o País. "Dá para acreditar numa candidata que deixou os assessores transformarem o Palácio do Planalto num escritório de recebimento de propina?", indagou. "Dá para deixar o Brasil, a sua vida, a vida dos seus filhos, nas mãos de uma candidata que não sabe, ou finge que não sabe, os crimes e irregularidades cometidos por assessores?"

ANGELA LACERDA, Agência Estado

20 de setembro de 2010 | 16h53

Em tom incisivo, o candidato afirma que "esse dinheiro que enche as gavetas do Palácio do Planalto é dinheiro dos impostos que todos nós pagamos". Sua fala se seguiu à de um locutor lembrando que "nos últimos dias os brasileiros estão acompanhando a nova série de graves denúncias que culminaram com a demissão de Erenice Guerra, que era a principal assessora e sucedeu Dilma Rousseff na Casa Civil, o ministério que funciona ao lado do gabinete do presidente Lula".

Agora, continua o locutor, "a imprensa afirma que o filho da assessora de Dilma e ex-ministra negociava comissões para a compra de medicamentos em pleno Palácio do Planalto".

"Não acredito que política é isso que Dilma e os aliados dela fazem", afirma Jarbas. "Política não é reunião de espertos que enche as próprias gavetas com dinheiro de propina, gente que recebe dinheiro até para liberar remédio", diz o candidato que, de acordo com as pesquisas, deve ser derrotado no primeiro turno pelo governador Eduardo Campos (PSB).

Ele finaliza seu depoimento ao destacar que o tucano José Serra, candidato à Presidência da República pelo PSDB, já foi deputado e senador, secretário e ministro, prefeito e governador e "nunca teve um assessor envolvido em escândalos".

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