Jarbas pede anulação de ato que pagará hora extra no Senado

Senado gastou R$ 6,2 milhões em pagamento de hora extra para 3.883 funcionários durante o recesso

da Redação

13 de março de 2009 | 15h01

O senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) pediu nesta sexta-feira, 13, que a Mesa se reúna e determine a anulação do ato da 1ª Secretaria, à época ocupada pelo senador Efraim Morais (DEM-PB), que autorizou o pagamento de horas extras aos funcionários da Casa no último mês de janeiro, período do recesso parlamentar, segundo a Agência Senado. O senador disse que não é suficiente esperar que os outros parlamentares ordenem que seus funcionários tomem a iniciativa de devolver os valores recebidos, devendo, sim, a direção superior do Senado ordenar a devolução.

 

Nesta semana, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), determinou aos funcionários de seu gabinete que providenciem o estorno de suas contas das horas extras pagas durante o recesso parlamentar de janeiro.

 

"Eu não vinha nem a Plenário, mas aí se estabelece uma polêmica, até por conta desse quadro de obscuridade por que passa o Senado da República com relação ao problema das horas extras", explicou Jarbas.

 

Reportagem publicada pelo jornal Folha de S.Paulo informa que o Senado gastou R$ 6,2 milhões em pagamento de hora extra para 3.883 funcionários durante o recesso.

 

Em resposta ao senador Jarbas Vasconcelos, o senador Mão Santa (PMDB-PI) disse que levará o pedido à Mesa e contou que ele mesmo já havia perdido o sono pensando no problema.

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