Jarbas diz que denúncia é 'genérica' e não cita nomes do PMDB

Senador do PMDB declarou que seu partido é 'sem bandeiras' e boa parte dos filiados quer mesmo é 'corrupção'

Ana Paula Scinocca, de O Estado de S. Paulo,

16 de fevereiro de 2009 | 17h27

O senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) reafirmou nesta segunda-feira, 16, em entrevista coletiva, que a corrupção está impregnada em todos os partidos e que boa parte do PMDB "quer mesmo corrupção". Vasconcelos esquivou-se de citar nomes de integrantes do PMDB que estejam envolvidos em irregularidades. Ele justificou a denúncia "genérica", que fez inicialmente à revista Veja, alegando dois motivos: "eu tinha que ser generalista mesmo porque primeiro o volume (de pessoas envolvidas em práticas irregulares) é muito volumoso. Depois eu não quero citar ninguém, por enquanto, pois tenho de ter o mínimo de estratégia". Veja também:Declarações de Jarbas e a reação do PMDB  Declaração de Jarbas é 'desabafo', diz PMDB  Em entrevista à revista Veja desta semana, o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) disse que o PMDB é "um partido sem bandeiras, sem propostas, sem norte" e boa parte dos filiados "quer mesmo é corrupção". O partido, chamado de "a grande noiva de 2010", se fortaleceu ainda mais após dominar o comando da Câmara e do Senado.  O senador atacou diretamente o ex-presidente José Sarney (PMDB-AP), classificando sua eleição para a presidência do Senado como "completo retrocesso". Segundo Jarbas, Sarney não tem compromissos éticos: "A moralização e a inovação do Senado são incompatíveis com a figura do senador." O senador ressaltou que procurou dar o pontapé inicial, mas que um processo de investigação deve ser comandado por outras pessoas. Ele enfatizou que espera, inclusive, uma pressão de fora para dentro do Congresso. Vasconcelos disse ainda não acreditar que será expulso do PMDB. Também afirmou que não pedirá para deixar o partido. "O que eu quero é uma reforma política. Eu só admito mudar de partido dentro de uma reforma", comentou. Ele salientou que não acredita que será colocado para fora da legenda, pois os integrantes do partido respeitam sua história. "O tom da nota (divulgada pela executiva do PMDB) deixa claro que eles não vão me expulsar", avaliou. Ele afirmou também que a eleição de políticos tradicionais como José Sarney (PMDB-AP) para a presidência do Senado o motivou a dar a entrevista para a revista.   

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