Jaques Wagner nega irregularidades em relação com ex-presidente da OAS

Outros citados em investigação da Operação Lava Jato também refutam suspeitas

O Estado de S. Paulo

08 de janeiro de 2016 | 03h00

BRASÍLIA - O ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, disse em nota estar “à disposição do Ministério Público e demais órgãos competentes para quaisquer esclarecimentos”. Ele negou irregularidades na relação com Léo Pinheiro. Na nota, o ministro manifestou “repúdio à reiterada prática de vazamentos de informações preliminares e inconsistentes, que não contribuem para andamento das apurações e do devido processo legal”.

Também em nota, o ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves (PMDB), afirmou que “refuta qualquer ilação baseada em premissas equivocadas ou interpretações absurdas”.

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), também criticou o “vazamento seletivo” de informações. “Supostos diálogos que a PGR (Procuradoria-Geral da República) atribuiu a mim não são comigo. Também acho estranho que só vazaram diálogos comigo quando existem 632 páginas de conversas com outras pessoas.”

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), é citado em uma conversa de Léo Pinheiro com Eduardo Cunha, em 2013. O ex-presidente da OAS cita o prefeito para pedir a Cunha, relator à época do projeto da rolagem da dívida de Estados e municípios com a União, que aprovasse a medida, como o Estado mostrou ontem. Haddad rechaçou qualquer irregularidade nas negociações.

O presidente da Petrobrás, Aldemir Bendine, aparece em um contexto de suposto esquema ilícito de compra de debêntures (títulos da dívida) da OAS quando comandava o Banco do Brasil. Ele afirmou que todas as propostas tiveram tratamento “absolutamente técnico”.

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