Jaques Wagner espera que Palocci coordene campanha de Lula

O ministro das Relações Institucionais Jaques Wagner classificou de "totalmente fantasiosa" as informações segundo as quais seu colega Antonio Palocci não será o coordenador da campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Acho que ele (Palocci) terá uma atuação na coordenação e na articulação da campanha e para isso poderá se afastar do ministério em junho", disse na manhã deste sábado durante uma reunião no Diretório Regional do PT em Salvador com petistas baianos que discutiram a candidatura de Wagner para o governo da Bahia.O ministro acredita que, nessa primeira fase da campanha, Palocci continuará na pasta da Fazenda e, devido ao seu bom diálogo com empresários e governadores, conseguirá ajudar na "elaboração de programas de governo. Depois, nos quatro meses que antecedem a campanha presidencial, Jaques Wagner avalia que o presidente Lula decidirá se Palocci deve se afastar do cargo para atuar exclusivamente na campanha.A torcida de Jaques Wagner para que o colega seja mesmo o coordenador, além das qualidades de Palocci, seria perfeita para não estragar os planos do ministro das Relações Institucionais de tocar o seu próprio projeto político como candidato a governador da Bahia. A única possibilidade de Wagner desistir é se Lula insistir em colocá-lo na coordenação da campanha. Os petistas baianos já elaboraram inclusive um calendário de eventos, principalmente seminários no interior do Estado com a participação de Wagner que começa no dia 18 na cidade de Vitória da Conquista.Indagado se pretende chamar para seu palanque o ex-ministro José Dirceu, Wagner acha que a participação dele na sua campanha e da própria reeleição do presidente Lula deveria se restringir "às idéias". "Acho que no final da investigação da CPI (dos Correios) nada será provado contra Dirceu, mas devido a tudo que ocorreu ele não terá um papel de proa na campanha, embora acredito que deve participar de debates". Wagner entende que o próprio Dirceu tem a compreensão política de não subir no palanque para evitar ser atacado pelos adversários do PT.

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