Jaques Wagner é acusado de propaganda antecipada no Twitter

Procuradoria pediu à Justiça a retirada, por 24 horas, da página do governador da Bahia do site de microblogs

Tiago Décimo, Agência Estado

22 de fevereiro de 2010 | 19h27

Página do governador Jaques Wagner no Twitter. Imagem: Reprodução    

 

SALVADOR - A Procuradoria Regional Eleitoral da Bahia (PRE-BA) acolheu representação feita pelo PMDB baiano ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-BA) e pediu à Justiça a retirada, por 24 horas, da página do governador da Bahia Jaques Wagner (PT) no Twitter (http://twitter.com/imprensawagner) e pagamento de multa por propaganda eleitoral antecipada entre R$ 5 mil e R$ 25 mil. Na representação, o PMDB, partido do ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima - pré-candidato ao governo da Bahia -, alega que a página de Wagner, pré-candidato à reeleição, "enaltece programas e obras" de sua gestão e divulga "notícias de sua candidatura à reeleição". No pedido, o PMDB chegou a pedir a suspensão da página, que foi indeferida pelo TRE-BA.

 

A procuradoria alegou, ao acolher a representação, que a página tem "nítidos objetivos eleitorais". "(O governador) agiu de forma deliberada no sentido de associar as ações políticas do governo ao seu nome e à sua imagem, sempre buscando realçar os seus atributos como administrador", diz o documento, assinado pelo procurador Sidney Madruga. A assessoria do governo, responsável pela produção da página de Wagner, porém, descarta a tentativa de publicidade eleitoral, alegando que apenas divulga as ações de governo que estão sendo realizadas, como uma prestação de contas à população.

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