EVARISTO SA|AFP
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Jaques Wagner considera difícil Dilma convocar Congresso durante recesso

Nesta quinta, o presidente Congresso Nacional, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), anunciou que não convocaria os parlamentares durante o recesso, que vai de 23 de dezembro a 2 de janeiro

Isadora Peron, O Estado de S.Paulo

18 de dezembro de 2015 | 10h47

O ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, voltou a afirmar nesta sexta-feira, 18, que o governo tem pressa para concluir o processo de impeachment, mas reconheceu que seria difícil para a presidente Dilma Rousseff tomar a decisão de convocar o Congresso e cancelar o recesso dos parlamentares.

"Se ela decidir formalizar (o pedido), não é fácil, porque hoje já é sexta-feira, nós estamos adentrando ao recesso", afirmou. 

Nesta quinta, o presidente Congresso Nacional, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), anunciou que não convocaria os parlamentares durante o recesso. O período de férias do Legislativo tem início no dia 23 de dezembro e termina em 2 de janeiro. Caso haja uma convocação por parte do Executivo, a medida teria de ser aprovada pela maioria das duas Casas, o que dificulta o processo.

Wagner, porém, continuou defendendo a proposta do governo, de que o melhor caminho seria um recesso mais curto, no qual deputados e senadores voltassem a trabalhar no dia 4 de janeiro. "O processo do impeachment não pode se arrastar. Essa sempre foi a posição da presidente Dilma, que ele fosse decidido rapidamente, assim ou assado", disse.

Sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que definiu nesta quinta o rito do impeachment, Wagner afirmou que os ministros não atuaram a favor do governo, mas sim da democracia. "Eu não vejo qualquer conotação para cá ou para lá, a favor de fulano e de ciclano. Eu creio que foi uma decisão a favor da democracia e da estabilidade democrática", disse.

Para o ministro, o Supremo deu ao processo de afastamento de um presidente "a importância que ele merece" e mostrou que, mesmo diante das instabilidades atuais, com os desdobramento da Operação Lava Jato e as crises política e econômica, as instituições do País estão funcionando dentro da normalidade.

As declarações foram dadas após o ministro participar de uma reunião na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, em Brasília.

 

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