Andre Dusek/AE - 22.11.2011
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Jaques Wagner confirma convite para Gabrielli integrar governo da BA

Ao governador baiano, executivo informou decisão de deixar comando da Petrobrás; presidente teria planos eleitorais no Estado

Tiago Décimo, de O Estado de S.Paulo

23 de janeiro de 2012 | 13h57

SALVADOR - O governador da Bahia, Jaques Wagner (PT) confirmou no fim da manhã desta segunda-feira, 23, em entrevista à TV Aratu, afiliada do SBT no Estado, que espera que o presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, integre sua equipe de governo já a partir do próximo mês. O executivo telefonou para o governador nesta manhã para informar oficialmente que deixaria o comando da estatal no início de fevereiro, no dia 12 ou 13. "O convite está feito [para o governo]", respondeu Wagner.

 

O governador diz ainda não ter escolhido para qual secretaria Gabrielli será convidado. As especulações indicam que o executivo deve ir para Fazenda - o atual secretário, Carlos Martins, vai se afastar para disputar a prefeitura de Candeias, na região metropolitana de Salvador - ou a do Planejamento, que poderia ser desocupada depois de um remanejamento de pastas.

 

Nessa segunda, O Estado mostrou que Gabrielli tem aspirações políticas na Bahia, o que o afastaria do comando da Petrobrás. Na noite desse domingo, 22, ele não confirmou a intenção de sair da estatal. Nesta manhã, em comunicado oficial, a Petrobrás informando que o presidente do conselho de administração da estatal, o ministro Guido Mantega, já confirmou a indicação da atual diretora de Gás e Energia, Maria das Graças Silva Foster, para a presidência da companhia. A proposta deve ser apreciada na próxima reunião de conselho, que será realizada em 9 de fevereiro.

 

Jaques Wagner tem dito que Gabrielli é "um nome à altura" para disputar sua sucessão em 2014. Seria a segunda vez que o presidente da Petrobrás concorreria ao governo baiano - na primeira, em 1990, não figurou entre os principais concorrentes no pleito vencido em primeiro turno por Antônio Carlos Magalhães (do então PFL, atual DEM).

 

Para o governador, porém, é necessário que Gabrielli esteja no Estado para concorrer ao posto. "Ele tem de estar aqui, participar do governo, do dia-a-dia, estreitar relações com a sociedade e com o partido", disse em jantar com a imprensa, promovido em dezembro.

 

Apesar de Wagner continuar dizendo que "está cedo" para definir quem seria seu favorito à sucessão, disse nesta segunda que os dois postulantes mais cotados, dentro do governo, já estão definidos: além de Gabrielli, o governador tem simpatia pelo deputado Rui Costa, que assumiu, este mês, a Secretaria da Casa Civil. "Primeiro temos de passar por 2012", pondera.

 

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