Jaqueline Roriz é excluída da comissão de reforma política

PMN, partido da deputada, indicou Carlos Alberto para substituí-la após vídeo divulgado pelo Estadão.com.br

Denise Madueño e Eugênia Lopes, de O Estado de S. Paulo

09 de março de 2011 | 16h26

BRASÍLIA - A deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF) foi desligada nesta quarta-feira da Comissão Especial de Reforma Política da Câmara dos Deputados. Em ofício protocolado às 15h49, na secretaria da Mesa da Câmara, o líder do PMN, Fabio Faria (RN), informa a substituição de Jaqueline pelo deputado Carlos Alberto (PMN-RJ) na vaga destinada ao partido na comissão.

Veja também:

linkManobra do Conselho de Ética da época do mensalão do PT ajuda deputada

linkPSOL quer a cassação de Jaqueline Roriz

video Arruda recebe R$ 50 mil de Durval Barbosa

video Presidente da Câmara guarda dinheiro na meia

video Deputados oram, 'sabemos que somos falhos'

video Deputada com propina: 'Governador perdeu as estribeiras?'

 

A deputada foi flagrada em vídeo, em poder do Ministério Público, recebendo um maço de dinheiro do pivô do escândalo do mensalão do DEM, ex-secretário de Relações Institucionais do Distrito Federal Durval Barbosa. O vídeo foi tornado público em reportagem do estadão.com.br na última sexta-feira. A assessoria de Jaqueline Roriz informou que a deputada continua fora de Brasília. Assessores não souberam informar quando ela volta à capital.  

Jaqueline foi desligada da comissão depois de enviar carta à secretária-geral do PMN, Telma Ribeiro dos Santos. Na carta, a deputada alega que "os interesses da sociedade, de um grupo político, devem prevalecer acima de qualquer interesse individual ou vontade pessoal e, neste contexto, solicito a minha substituição na Comissão Especial representando o PMN".

 

 

"Continuarei contribuindo com propostas que façam com que o País encontre mecanismos eleitorais ainda mais democráticos, que ajudem a minimizar as injustiças sociais do nosso Brasil", diz a carta divulgada por Jaqueline.

 

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.