Jantar sela apoio e PMDB terá vice de Dilma

O presidente da Câmara, Michel Temer, é o nome mais cotado para ser o vice na chapa governista

Vera Rosa,

20 Outubro 2009 | 23h32

No comando de seis ministérios e dos principais cargos no governo, o PMDB anunciou nesta terça-feira, 20, que vai apoiar a candidatura da chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2010. Um jantar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma, ministros e dirigentes do PT e do PMDB, no Palácio da Alvorada, selou a aliança para enfrentar a oposição comandada pelo PSDB.

 

A cúpula dos dois partidos divulgará uma nota nesta quarta-feira, 21, contendo os principais pontos do acordo e já está certo que o PMDB terá o vice na chapa. O nome mais cotado, até o momento, é o do presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP). Nem mesmo as divergências nos Estados entre o PT e o PMDB e a resistência da cúpula peemedebista em São Paulo impediram a parceria.

 

Um dos itens do compromisso de apoio dirá que as seções regionais dos dois partidos serão consultadas sobre a aliança. "Vamos tentar reproduzir esses pré-acordos nos Estados para que depois se tornem um compromisso definitivo", afirmou Temer. "Temos de prestar atenção às questões regionais, mas demos aqui o primeiro passo para a consolidação de uma aliança nacional." Sem citar o deputado Ciro Gomes (PSB-CE), pré-candidato à Presidência, o presidente da Câmara defendeu uma única candidatura da base aliada ao Planalto.

 

Ao lado de Temer, o presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP) destacou que o PMDB terá assento na coordenação da campanha de Dilma e participará da preparação do programa de governo da candidata. "A chapa majoritária terá os dois maiores partidos da coalizão do governo Lula", disse. Na prática, a coligação oficial somente será aprovada após passar pelo crivo das convenções do PT e do PMDB, em junho de 2010, mas as cúpulas das duas siglas já chegaram a um entendimento e esperam enquadrar os Estados que resistem à dobradinha.

 

O Planalto insistiu na aliança de olho no tempo de televisão do PMDB na propaganda eleitoral gratuita e na "capilaridade" do partido nos Estados. O dote peemedebista foi considerado fundamental pelo governo para a disputa de 2010. Atualmente, o PT e o PMDB vivem às turras em São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Bahia, Mato Grosso do Sul e enfrentam problemas de relacionamento no Rio e no Distrito Federal. No jantar de ontem, porém, ficou acertado que Dilma terá dois palanques onde não for possível o acordo entre os partidos.

 

Texto atualizado às 0h50.       
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