Jantar promovido por líder do PMDB tem discussão entre Serra e Kátia Abreu

Ministra da Agricultura e senador se desentenderam em encontro organizado por  Eunício Oliveira; vice-presidente Michel Temer participou de evento mas evitou grandes rodas de conversa, segundo presentes

Erich Decat, O Estado de S.Paulo

10 de dezembro de 2015 | 15h59

BRASÍLIA - A confraternização de Natal realizada na noite desta quarta-feira, 9, na residência do líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira em Brasília com senadores da base aliada e também da oposição teve  a presença do vice-presidente Michel Temer transitando entre os parlamentares “à vontade” e “desenvolto”, Fernando Collor relembrando seu processo de impeachment e até "barraco" entre o senador José Serra (PSDB-SP) e a ministra da Agricultura, Kátia Abreu (PMDB). Segundo publicou o site do jornal O Globo, após  o tucano comentar que ela tinha fama de “namoradeira”, Kátia reagiu jogando a taça que estava em suas mãos na direção do senador tucano.

A ministra recorreu nesta quainta-feira, 10, ao Twitter para tratar do episódio. “Reagi à altura de uma mulher que preza sua honra. Todas as mulheres conhecem bem o eufemismo da expressão "namoradeira", diz. “Foi infeliz ,desrespeitoso, arrogante e machista. A reclamação de vários colegas senadores sobre suas piadas ofensivas são recorrentes. Em 2010 votei e apoiei este senhor”, complementa.

 

 

Nas rodinhas, o bate papo se concentrou na atual situação de Dilma que enfrenta processo de afastamento na Câmara. “O impeachment foi o prato principal da noite”, afirmou ao Estado o senador Blairo Maggi (PR-MT). “O tema principal foi impeachment não tinha como não ser. É uma situação complicada. A avaliação corriqueira foi a de que ninguém realmente sabe o que vai acontecer”, emendou o líder do PDT, Acir Gurgacz (RO).

Segundo relatos de alguns dos presentes, o senador Fernando Collor (PTB) passou parte da noite relembrando os desdobramentos dos acontecimentos que o levaram ao impeachment em 1992. Na avaliação dele, segundo senadores presentes no jantar, a situação de Dilma é “irreversível”.

Presente na confraternização natalina dos senadores, Michel Temer, segundo na linha de sucessão presidencial, transitou entre os parlamentares. “Ele foi superpaparicado. Ele virou expectativa de poder”, brincou o senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES). Segundo alguns senadores, Temer evitou, porém, as grandes rodas e preferiu realizar conversas pontuais com cada um que o procurava.

Antes de ir ao jantar, o vice se reuniu com a presidente Dilma Rousseff por cerca de uma hora no Palácio do Planalto. O encontro foi o primeiro após o vazamento da carta encaminhada à petista em que Temer faz uma série de queixas e afirma que a presidente não confia nele nem PMDB.

Procurado, Serra, por meio da assessoria, disse que não comentaria o episódio. 

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