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Independência do Ministério Público é fundamental para defesa dos direitos dos cidadãos, diz Janot

Procurador-geral da República, que comanda a investigação de políticos na Operação Lava Jato, foi reconduzido ao cargo por mais dois anos

Talita Fernandes, Beatriz Bulla, Gabriela Lara e Isadora Peron, O Estado de S. Paulo

17 de setembro de 2015 | 12h05

BRASÍLIA - Depois de passar por um longo processo para ser reconduzido ao cargo de procurador-geral da República, Rodrigo Janot fez um discurso emocionado, agradecendo o apoio de procuradores e de sua família para permanecer na chefia do Ministério Público por mais dois anos. "A força e apoio incondicional de todos vocês me estimulam a perseverar nos deveres que a Constituição e as leis nos impõem", disse.

Em meio a críticas de parlamentares investigados na Operação Lava Jato, conduzida por Janot, o procurador-geral afirmou que a sociedade "está suficiente amadurecida para compreender que as instituições devem funcionar". A recondução do procurador-geral ao cargo se deu em meio a um clima de tensão e crítica sobre as investigação de autoridades no esquema de corrupção da Petrobrás.

Janot voltou a dizer que fortaleceu o diálogo com as instituições em sua gestão e que pretende dar continuidade a isso nos próximos dois anos. "O diálogo constante com outras instituições do Estado brasileiro foi e continuará a ser uma das marcas da minha gestão como chefe do Ministério Público da União (MPU) e presidente do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP)".

O procurador voltou a falar ainda da importância de que o Ministério Público se mantenha forte e autônomo. "É fundamental para defesa dos direitos dos cidadãos". Janot encerrou seu discurso citando uma frase de Rui Ribeiro Couto: "Todas as jornadas são lindas, mesmo as que fazemos nas ruas da nossa terra. O encanto dependerá do nosso estado de alma", concluiu, dizendo que "aqui dou o primeiro passo da minha nova jornada".

Participaram da cerimônia de recondução de Janot a presidente Dilma Rousseff, ministros de Estado e integrantes dos tribunais superiores e do Supremo Tribunal Federal (STF), além dos procuradores que compõem o Grupo de Trabalho responsável por conduzir as investigações da Operação Lava Jato. 

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