Janot pede que Cunha seja mantido afastado do cargo

Janot pede que Cunha seja mantido afastado do cargo

Defesa de Cunha apresentou há duas semanas uma petição ao ministro Teori Zavascki pedindo que o deputado afastado seja autorizado a retomar o exercício do mandato

Rafael Moraes Moura, O Estado de S.Paulo

02 de setembro de 2016 | 16h21

BRASÍLIA - Em manifestação encaminhada ao Supremo Tribunal Federal (STF), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu que o deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) seja mantido fora do cargo. O processo corre sob segredo de Justiça no STF.

Segundo apurou o Broadcast Político - serviço de notícias em tempo real da Agência Estado - com fontes que acompanham de perto a investigação, a defesa de Cunha apresentou há duas semanas uma petição ao ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato no STF,  pedindo que o deputado afastado seja autorizado a retomar o exercício do mandato. A defesa alega que Cunha teve os poderes esvaziados e deveria receber o mesmo tratamento de outros deputados que são alvos no Conselho de Ética.

Na avaliação de Janot, o fato de Cunha ter renunciado à Presidência da Câmara não altera a situação. Em maio, o STF confirmou por unanimidade a decisão do ministro Teori Zavascki de afastar Eduardo Cunha da presidência da Câmara e também suspender seu mandato eletivo.

Em uma outra manifestação enviada ao STF, Janot também pediu que o STF rejeite o pedido apresentado pela defesa de Cunha pela suspensão do seu processo de cassação.

O plenário da Câmara dos Deputados deve votar no dia 12 de setembro a cassação do mandato do peemedebista – a decisão ficou marcada para uma segunda-feira, dia com tradicionalmente menos deputados em Brasília, o que pode beneficiar Cunha.

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