Janot diz que buscas envolvendo senadores 'são necessárias para esclarecer fatos e resguardar provas'

O procurador-geral da República defendeu ação da Polícia Federal realizada nesta terça-feira (14) em endereços de políticos investigados na Operação Lava Jato

Beatriz Bulla, Fábio Fabrini e Talita Fernandes, O Estado de S. Paulo

14 de julho de 2015 | 08h49

BRASÍLIA - O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, defendeu as buscas da Polícia Federal em endereços de políticos investigados na Operação Lava Jato realizadas na manhã desta terça-feira (14). Em nota, Janot afirmou que as medidas "são necessárias ao esclarecimento dos fatos investigados no âmbito do STF". "Sendo que algumas se destinaram a garantir a apreensão de bens adquiridos com possível prática criminosa e outras a resguardar provas relevantes que poderiam ser destruídas caso não fossem apreendidas", explicou o procurador-geral.

A Polícia Federal, em conjunto com a PGR, realiza na manhã desta terçca-feira (14) 53 mandados de busca e apreensão em sete Estados. De acordo com a Procuradoria, esta é a primeira fase da Operação Lava Jato no âmbito do STF, que foi batizada de Politeia. "Adsumus (aqui estamos)", afirmou Janot em nota, ao considerar que as medidas refletem atuação "firme" do Ministério Público Federal.

Em Brasília, estão entre os políticos alvo das ações da PF e da Procuradoria os senadores Ciro Nogueira (PP-PI), Fernando Collor de Mello (PTB-AL) e Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE). Estão sendo realizadas buscas nas residências dos investigados, endereços funcionais, escritórios de advocacia e sede das empresas vinculadas aos políticos. (Beatriz Bulla, Fábio Fabrini, Talita Fernandes)

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