ANDRE DUSEK / ESTADÃO
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Janaína Paschoal critica sistema político após veto de PRP a Bolsonaro 

Para a advogada, cotada como vice de Bolsonaro, a cláusula de barreira aprovada na última reforma eleitoral não corrige 'absurdos' e ainda fortalece grandes partidos

Renato Onofre, O Estado de S.Paulo

21 de julho de 2018 | 08h26

A professora e advogada Janaína Paschoal (PSL), cogitada para ser vice na chapa encabeçada pelo deputado Jair Bolsonaro (PSL), defendeu neste sábado, 21, as candidaturas avulsas. Pelo Twitter, ela criticou o fato de o PRP ter negado o apoio ao deputado e, com isso, a possibilidade do general Augusto Heleno ser o vice.

Paschoal pediu aos seguidores para abstraírem a possibilidade de ela ser candidata a vice e criticou as estruturas partidárias atuais. Para ela, a cláusula de barreira, aprovada na última reforma eleitoral, não corrige "absurdos" e ainda fortalece grandes partidos. 

Ela diz ainda que o sistema político "aniquila" a liberdade. "Seres humanos não podem ser negociados. Um sistema político partidário que aniquila a liberdade não tem como dar certo. No lugar de se discutir ideias, fazem-se negociatas. E todos parecem achar isso normal. Eu fico indignada".

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Janaína defendeu ainda a necessidade de haver candidaturas avulsas após o caso do General Heleno, que qualificou como "violência do sistema eleitoral". "O sistema é tão cruel, que não se pode descartar a hipótese de um Partido convidar alguém para se filiar (às vezes a mando de outro maior) já com o fim de neutralizar o bom quadro. Para quebrar a safadeza institucionalizada, temos que autorizar candidaturas avulsas", escreveu.

A advogada e Bolsonaro se aproximaram nas últimas 24 horas depois de o PRP dizer não ao deputado, que chegou a descartar a possibilidade de Paschoal ser a vice. No domingo, o PSL realiza sua convenção nacional no Rio de Janeiro que deve oficializar o deputado. Bolsonaro prometeu anunciar o vice durante o evento.

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