Jamil Haddad diz que temia boicotes à sua administração no Inca

"O Ministério pediu que eu continuasse à frente do Instituto, mas eu não me sinto mais em condições, já que perdi a confiança em pessoas que, aparentemente, eram de minha inteira confiança", justificou, agora à tarde, Jamil Haddad, diretor do Instituto Nacional do Câncer (Inca), seu pedido de demissão do cargo. Ele confessou temer boicotes à sua administração, se continuasse no cargo, em entrevista depois do encontro com o secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Jorge Solla. Na reunião, Haddad sugeriu ao secretário que nomeasse como substituto o médico Walter Roriz, seu atual chefe de gabinete. "Ele poderá, junto com o ministério, estudar uma nova estrutura para a instituição, porque a população não pode ser prejudicada", afirmou Haddad, lembrando que a orientação do Ministério da Saúde era para que permanecesse no cargo e demitisse toda a diretoria. "Antes de entregar meu pedido de demissão, vou exonerar todos os diretores das unidades, todos os coordenadores nomeados por mim", informou. As informações são da Agência Brasil. Haddad disse que o problema de abastecimento de medicamentos no instituto é real e que foi constatada após ele assumir o cargo. "Constatamos, através de um levantamento, que, a partir de outubro do ano passado, as compras de medicamentos foram ínfimas. Conseguimos suplantar aquele momento e reabastecemos nossas unidades".Segundo Jamil Haddad, a crise deflagrada na semana passada pela falta de medicamentos não faz sentido. A cada 15 dias, lembrou Haddad, "tínhamos reunião com o conselho de administração, integrado pelos diretores e coordenadores e, em momento nenhum, nos foi comunicado o desabastecimento". Segundo Haddad, da relação de medicamentos que estão em falta no Inca, apenas três não estão em processo de licitação. Ele informou que, até o fim da semana, o estoque de medicamentos deve estar restabelecido."Esta crise foi uma crise institucional provocada por aqueles que não querem perder privilégios dentro da instituição", disse. Em entrevista coletiva, Jamil Haddad disse que, coincidentemente, ao tentar mexer no setor responsável pelos contratos e licitações, foi surpreendido pelo anúncio da crise de desabastecimento de medicamentos e produtos. As informações são da Agência Brasil.

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