'Jamais' BNDES apoiou empresas para fechar concorrentes, diz ex-presidente do banco

Em depoimento na CPMI, Luciano Coutinho alega que instituição financeira pretendia internacionalizar a empresa, não fomentar monopólio na área

Thiago Faria, O Estado de S.Paulo

03 de outubro de 2017 | 14h37

BRASÍLIA - O ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) Luciano Coutinho  defendeu nesta terça-feira, 3, os negócios do banco com a JBS. O banco de fomento foi um dos principais investidores da empresa de processamento de carne, que se tornou a maior do mundo no setor. O BNDES chegou a ter 35% das ações da empresa. 

Segundo ele, os investimentos do BNDES no grupo teve como objetivo a sua internacionalização, e não a formação de monopólio na área. "Jamais o BNDES apoiou a JBS ou qualquer outro grupo a fazer aquisições e fechar unidades (de concorrentes)", disse Coutinho em depoimento na CPMI da JBS no Congresso. "O apoio do BNDES foi dirigido prioritamente à internacionalização da JBS."

"A JBS foi bem-sucedida em fazer aquisições e integrar essas empresas a seus sistema", disse Coutinho. "O IPO (abertura de capital) da JBS foi feito em março de 2007 e o mercado apoiou maciçamente. O BNDES não participou."

Segundo ele, a única exceção do apoio do BNDES a operações da JBS se deu na aquisição do frigorífico Bertin. Segundo ele, na época havia o risco de que o grupo concorrente fechasse as portas, colocando em risco empregos.

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