Diretor de ‘Não Olhe para Cima’ revela ‘papel’ de Bolsonaro no filme

Diretor Adam McKay reagiu à menção de Ciro Nogueira, ministro-chefe da Casa Civil, para quem o PT seria um cometa prestes a colidir com o Brasil

Redação - O Estado de S.Paulo

O diretor de "Não Olhe Para Cima", Adam McKay, afirmou em suas redes sociais que o presidente Jair Bolsonaro “diria para as pessoas não olharem para cima”, uma referência a políticos negacionistas que optam por não reconhecer a verdade. A declaração foi uma resposta à citação do filme pelo ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, em artigo publicado pelo jornal O GLOBO. Além de exaltar o governo Bolsonaro e criticar opositores, o ex-senador afirmou que o cometa nessa história é o Partido dos Trabalhadores e que a população deve olhar para cima nas eleições.

Diretor Adam McKay reagiu à provocação menção de Ciro Nogueira, ministro-chefe da Casa Civil, para quem o PT seria um cometa prestes a colidir com o Brasil. Foto: Reprodução

Para cientistas ouvidos pelo Estadão, “não olhar para cima” é uma alegoria ao negacionismo - não importa quão evidente esteja o risco, parte da população não consegue vê-lo, ou prefere negá-lo, dizem. Para a bióloga Natália Pasternak, a comparação do cometa com o cenário brasileiro, seja pela perspectiva do problema existencial do aquecimento global ou da própria pandemia, é inevitável. “Tivemos o negacionismo com a questão amazônica antes mesmo da própria pandemia. Mas ele foi agravado. Se o filme fosse brasileiro, de repente o título poderia ser ‘é só uma gripezinha’”, disse. 

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O filme retrata uma doutoranda em astronomia que descobre que um cometa irá colidir com a Terra em seis meses. Ao tentarem alertar para a iminente destruição do planeta, ela e outros cientistas esbarram no descaso da presidente dos Estados Unidos, interpretada por Meryl Streep, e da própria mídia.

 

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Diretor Adam McKay reagiu à provocação menção de Ciro Nogueira, ministro-chefe da Casa Civil, para quem o PT seria um cometa prestes a colidir com o Brasil. Foto: Reprodução

Para cientistas ouvidos pelo Estadão, “não olhar para cima” é uma alegoria ao negacionismo - não importa quão evidente esteja o risco, parte da população não consegue vê-lo, ou prefere negá-lo, dizem. Para a bióloga Natália Pasternak, a comparação do cometa com o cenário brasileiro, seja pela perspectiva do problema existencial do aquecimento global ou da própria pandemia, é inevitável. “Tivemos o negacionismo com a questão amazônica antes mesmo da própria pandemia. Mas ele foi agravado. Se o filme fosse brasileiro, de repente o título poderia ser ‘é só uma gripezinha’”, disse. 

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O filme retrata uma doutoranda em astronomia que descobre que um cometa irá colidir com a Terra em seis meses. Ao tentarem alertar para a iminente destruição do planeta, ela e outros cientistas esbarram no descaso da presidente dos Estados Unidos, interpretada por Meryl Streep, e da própria mídia.

 

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