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MC Reaça: autor do 'Funk do Bolsonaro' colecionou polêmicas

De férias no Guarujá, o presidente República foi flagrado dançando a música "Funk do Bolsonaro" acompanhado de apoiadores; a adaptação de "Baile de Favela" polemiza ao comparar mulheres com cadelas

Redação, O Estado de S.Paulo

21 de dezembro de 2021 | 16h29

Divulgadas nesta segunda, 20, as cenas do presidente Jair Bolsonaro dançando numa lancha o funk que leva seu nome reacenderam uma polêmica que, na prática, começou  ainda em 2018, quando o Ministério Público Eleitoral de Pernambuco pediu a proibição da música, de autoria do MC Reaça. O artista criou uma paródia de "Baile de Favela", de MC João, comparando mulheres a cadelas e criticando a esquerda e opositores do presidente.  

Durante as eleições de 2018, a paródia da música embalou a “Marcha da Família com Bolsonaro”, evento que ocorreu no Recife.

Tales Alves Fernandes, conhecido também como MC Reaça ou Tales Volpi, declarou publicamente apoio à família Bolsonaro em 2018, durante as eleições. O jovem publicava vídeos e usava suas paródias para atacar oponentes do então candidato a presidente. 

Na paródia ‘Suprema Vergonha Nacional’, o cantor chama o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de “Formador de quadrilha”.

O MC também divulgou canções elogiando o presidente, como é o caso da paródia de ‘Não Tô Valendo Nada’, da dupla Henrique e Juliano. Na música, Volpi diz que Bolsonaro é “patriota”, “guerreiro” e que “resgata o orgulho de ser brasileiro”.

MC Reaça era reconhecido ainda como grande fã de Olavo de Carvalho, ‘guru’ de Bolsonaro. O cantor, inclusive, fez referência ao livro ‘O Mínimo que Você Precisa Saber Para não ser um Idiota’ do filósofo e escritor. Na composição, as ideias do livro são vendidas como a “cura” para o feminismo.

Tales Volpi foi encontrado morto na margem da rodovia D. Pedro I, em Valinhos, no interior de São Paulo em junho de 2019. Junto com o corpo do cantor foram encontrados seu capacete, carteira com documentos e uma quantia de R$ 602 e uma mala de roupa. O caso foi registrado pela Polícia Civil como “possível suicídio” – ele estava pendurado por uma corda em uma árvore. Horas antes, a família de uma jovem com quem Tales teria um relacionamento extraconjugal (ele era casado) acusou-o formalmente de agressão. 

Ao saber da morte de seu apoiador, o presidente se pronunciou em rede social, mas não comentou sobre a possível causa da morte e nem sobre a acusação da jovem.

 

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