Reprodução/Canal Irmãos Dias
Reprodução/Canal Irmãos Dias

Bolsonaro critica TSE: 'Se depender do Fachin, Lula será presidente'

O presidente da República insinuou que Edson Fachin, atual presidente do TSE, estaria agindo para beneficiar Lula nas eleições de 2022

Davi Medeiros, O Estado de S.Paulo

12 de abril de 2022 | 09h55

O presidente Jair Bolsonaro insinuou que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Edson Fachin, age para favorecer a eleição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) este ano. Segundo o chefe do Executivo, “não tem cabimento” a anulação das condenações do petista, determinada pelo magistrado em março do ano passado. 

“Então o Fachin o tirou da cadeia, o tornou elegível e está presidindo o TSE. Ao meu entender, se depender do Fachin, ou do voto do Fachin, para ser educado aqui, ele (Lula) será presidente da República”, afirmou Bolsonaro. A declaração foi feita em entrevista ao podcast Irmãos Dias, exibido nesta segunda-feira, 11. 

O presidente afirmou que, ainda em pré-campanha, Lula já teria loteado “todo o Poder” visando sua eleição. O chefe do Executivo acusou o petista de ter prometido cargos em ministérios, bancos oficiais, estatais e, por fim, no STF. O próximo presidente eleito terá direito a indicar dois ministros para a Corte. 

“A mensagem que ele dá para os corruptos é uma só: fique tranquilo, eu colocando mais dois lá, você vai se safar no Supremo. E complementa: eu me safei”, disse o mandatário. 

Em 8 de março de 2021, Fachin tornou Lula elegível ao declarar a incompetência da 13ª Vara Federal de Curitiba para o processo e julgamento das ações da Operação Lava Jato contra o ex-presidente, anulando todas as decisões daquele juízo. 

Ao lado de Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso, Fachin é um dos maiores desafetos de Bolsonaro no Supremo. Críticas do presidente aos ministros são constantes, e ele já chegou também a fazer ameaças. Em fevereiro deste ano, o chefe do Planalto disse que Fachin quer torná-lo inelegível “na base da canetada” para beneficiar Lula.

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