Adriano Machado / Reuters
Adriano Machado / Reuters

Jair Bolsonaro diz no Twitter que tema pena de morte não fará parte de seu governo

Ao jornal 'O Globo', filho do presidente eleito Eduardo Bolsonaro defendeu possibilidade de pena de morte para traficantes de drogas e autores de crimes hediondos

Maria Regina Silva, O Estado de S.Paulo

16 de dezembro de 2018 | 11h41

SÃO PAULO - O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), escreveu há pouco em sua conta no Twitter que o assunto pena de morte não fez parte de sua campanha. "Além de tratar-se de cláusula pétrea da Constituição, não fez parte de minha campanha. Assunto encerrado antes que tornem isso um dos escarcéus propositais diários."

A afirmação é uma resposta à reportagem publicada neste domingo pelo O Globo. Na manchete, o jornal informa que Eduardo Bolsonaro, deputado federal (PSL-SP), defendeu a possibilidade de pena de morte para traficantes de drogas e autores de crimes hediondos. 

O deputado deseja implementar um sistema parecido ao da Indonésia, onde esteve em 2017 em visita a presídios onde dois brasileiros foram executados por tráfico de drogas.

Filho mais atuante de Bolsonaro, o deputado reconhece, na entrevista ao jornal, que é uma cláusula pétrea da Constituição, porém argumenta que existem exceções. "Uma é para o desertor em caso de guerra. Por que não colocar outra exceção para crimes hediondos", questiona. 

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