Jader volta a descartar renúncia

O presidente licenciado do Senado, Jader Barbalho (PMDB-PA), reafirmou que não renunciará ao cargo, apesar da pressão dos seus colegas. "Não existe essa história de renúncia; isso não é cogitado", disse, por telefone, de sua casa, no Lago Sul. O senador do Pará disse que permanecerá em Brasília por toda a semana, para contatos políticos. Não deverá comparecer ao Senado, decisão que tomou desde que tirou licença do cargo de presidente.Nesta tarde ele recebeu o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL). Disse que, como todos os peemedebistas, deseja que tudo seja esclarecido o mais rápido possível, e que todas as acusações feitas contra ele até agora estão ruindo. Aceita até a antecipação de seu depoimento ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar. "Já estão desmoralizadas as fitas de Manaus", disse. O conteúdo destas fitas indicaria suposta cobrança de US$ 5 milhões por parte de Jader, para ajudar a liberar cerca de US$ 40 milhões para um projeto da Zona Franca de Manaus. A Polícia Federal suspeita que as fitas foram montadas. "As pessoas de boa-fé desejam que tudo seja esclarecido, assim como eu", disse Jader. Para ele, a opinião pública acabará por ficar ao seu lado, pois, assim como as fitas de Manaus, outras acusações serão desmoralizadas. "Está comprovado que não estive no hotel em São Paulo, como afirmaram". Com isso, acredita, acabaram-se as suspeitas de que teria ido ao hotel para receber verbas referentes a Títulos da Dívida Agrária (TDAs). Jader disse que espontaneamente entregou todas as suas contas bancárias à Mesa do Senado, para que fique comprovado que não deve nada. Também se disse muito satisfeito com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), de quebrar o seu sigilo bancário para facilitar as investigações da Polícia Federal no caso das suspeitas de desvio de dinheiro de aplicações do Banpará. Por fim, Jader disse que jamais atacará outros senadores, mesmo que estes preguem a sua renúncia. "Quem tinha o costume de montar dossiês era outro senador, não eu", afirmou, numa referência indireta a seu grande adversário, o ex-senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), que renunciou ao mandato para não ser cassado, depois de descoberta a sua participação na quebra do sigilo do painel de votação do Senado.Com cheque do Banpará, Jader comprou propriedade e não declarou

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