Jader se defende novamente no Conselho de Ética

Em sua nova exposição ao Conselho de Ética do Senado, que durou 1 hora e 20 minutos, o senador Jader Barbalho (PMDB-PA) traçou todo o histórico sobre o caso Banpará. Jader reafirmou que não há nada que determine sua responsabilidade no caso nem provas de que ele tenha sido beneficiado pelos desvios de recursos na década de 80.Jader Barbalho (PMDB-PA) usou afirmações dos próprios membros do Conselho de Ética a favor de seu argumento de que o conselho deve aguardar o resultado da perícia judicial sobre se é possível identificar beneficiários dos desvios de recursos do Banco do Estado do Pará (Banpará), antes de apreciar o relatório da comissão especial de três senadores que investigou denúncias contra ele.Apoiado nas notas taquigráficas da reunião da comissão que colheu seu primeiro depoimento, o senador afirmou que Jefferson Peres (PDT-AM), Roberto Saturnino (PSB-RJ), Paulo Hartung (PPS-ES), Eduardo Suplicy (PT-SP) e Heloísa Helena (PT-AL) declararam que o esclarecimento do caso Banpará depende de uma perícia. O momento alto da argumentação de Barbalho foi quando ele usou palavras da senadora Heloísa Helena, admitindo que o relatório do BC sobre o caso Banpará não o incrimina. "Eu nunca havia usado esta palavra que a senadora usou: o relatório o inocenta", afirmou Jader, indagando com ironia aos senadores: "Eu não sou mentiroso?", referindo-se ao parecer dos senadores Jefferson Peres e Romeu Tuma (PFL-SP) que estaria admitindo a abertura do inquérito contra Jader por ele ter mentido ao negar que é beneficiário de recursos desviados do Banpará.

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