Jader receberá fita com conversa de ACM

O laudo da gravação das conversas entre o senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA) e procuradores da República será entregue ao presidente do Senado, Jader Barbalho (PMDB), até o final da próxima semana. A afirmação é do perito em fonética, Ricardo Molina de Figueiredo, que está realizando a análise das fitas obtidas pela revista IstoÉ. Na gravação, ACM diz aos procuradores que tem provas que podem incriminar Barbalho, o ex-secretário-geral da Presidência, Eduardo Jorge, além do ex-senador Luiz Estevão.Molina disse que pode adiantar que a fita cassete "não é inaudível", acrescentando que recebeu as fitas na noite de quinta-feira. "Passei a madrugada trabalhando em casa com a equipe", afirmou. Segundo a reportagem da revista, foram gravadas três fitas, duas delas em um microcassete que o procurador Luiz Francisco de Souza carregava no bolso do paletó, com o conhecimento de dois colegas. A terceira, considerada inaudível até a última sexta-feira, foi gravada na sala do próprio Luiz Francisco, separada apenas por uma divisória de madeira do gabinete da procuradora Eliana Torelly, onde teria ocorrido a conversa com ACM.O professor foi demitido da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) no último dia 22. "Estou em contato com emissários da revista desde terça-feira da semana passada, por isso acredito que o meu desligamento da universidade foi estranho e oportuno", afirma Molina. Ele desmentiu que tivesse realizado a perícia na universidade, se beneficiando, dessa forma, da infra-estrutura do local.

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