Jader promete "desmoralizar" seus acusadores

O presidente licenciado do Senado, Jader Barbalho (PMDB-PA), desafiou aqueles que investigam seu suposto envolvimento no desvio de recursos do Banpará a ingressarem contra ele com ações judiciais. O senador não descarta a possibilidade de setores do governo federal estarem fazendo parte do que chamou de "pirotecnia" para incriminá-lo ?mesmo sem provas". Jader garantiu estar com muita disposição de enfrentar seus acusadores para "desmoralizar" o que define como ?farsa?. Prometeu que, na Justiça, vai juntar o relatório do Banco Central que o excluiu de qualquer responsabilidade no caso Banpará e também o parecer do procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, que o isentou, em maio passado, de suposto crime. "Eles é que terão a obrigação de mostrar à opinião pública brasileira que não estão participando desse festival de calúnias e mentiras", disse Jader. Sobre a acusação de terem sido encontrados vários cheques do Banpará em sua conta no Banco Itaú do Rio de Janeiro, o senador foi enfático: "Não encontram e não vão encontrar nada, por mais que distorçam a verdade". Para Jader, os valores que são apresentados como sendo de suas contas estão se transformando em motivo de piada nacional. "Começaram com R$ 2 milhões, depois passaram para dez milhões de dólares, logo em seguida disseram que era R$ 1 milhão e agora vem a 5ª Câmara do Ministério Público dizer que são R$ 39 milhões. Qualquer hora vão dizer que são os mesmos valores da dívida externa brasileira". Depois de negar estar sofrendo qualquer tipo de pressão dos líderes partidários no Senado para renunciar ao mandato, Jader enfatizou que essa hipótese não passa por sua cabeça: "Não vou absolutamente me sentir coagido a afastar-me do Senado só porque montaram essa farsa". O senador não descarta também sua volta à presidência do Senado, observando que se afastou somente para permitir que seus acusadores provassem alguma coisa contra ele. Segundo Jader, está provado que as "viúvas do ACM" estão por trás dos ataques diários que ele diz vir sofrendo: "Depois de cada notícia no horário nobre da TV sempre vem uma propaganda do governo do Bahia". O senador confessou estar "farto de ser injustiçado". E anunciou que havia acabado de interpelar judicialmente o Banco Central para esclarecer "mais uma vez" que ele nada tem a ver com o caso. Jader revelou que na segunda-feira, ao retornar a Brasília, colocará à disposição do Senado suas contas bancárias para que sejam examinadas à "exaustão". Perguntado se estava preocupado com seu futuro político, confessou que sua expectativa é reeleger-se para o Senado, embora não descarte a possibilidade de vir a se candidatar ao governo do Pará. fazendo uma autocrítica, Jader reconheceu que as denúncias que tem sido publicadas contra provocaram um "desgaste" em sua imagem política. Ele questionou se quando, na Justiça, for declarado inocente, os mesmos que o atacaram irão se retratar. "Não esqueçam daqueles professores da Escola Base, em São Paulo, que eram inocentes, mas tiveram a imagem destruída pela mídia".

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