Jader nega possibilidade de renúncia

A reunião do Conselho de Ética que deverá votar o relatório da comissão especial que investigou o suposto envolvimento do ex-presidente do Senado Jader Barbalho (PMDB-PA) no desvio de recursos do Banco do Estado do Pará (Banpará) começou pouco depois das 9 horas. Ao chegar para a reunião, onde pretende apresentar nova defesa, Jader negou a possibilidade de renunciar ao mandato. Ele disse que só vai avaliar todas as possibilidades, depois da decisão a ser tomada hoje pelo conselho em relação ao relatório, que deve pedir a abertura de processo contra ele por quebra de decoro parlamentar.Jader afirmou que vai avaliar, entre as possibilidades, a de aguardar o resultado da perícia judicial sobre a suposta existência dos recursos desviados em contas bancárias dele. Segundo ele, a divulgação do resultado dessas perícias deve demorar no máximo 30 dias e poderá alterar o processo em curso contra ele. "Essa gente que me acusa está com medo da perícia judicial, porque sabe que ela me dá razão", afirmou. Jader sustentou ainda que, mesmo com a abertura do processo, novas diligências terão que ser realizadas, e isso seria suficiente para esperar a perícia. "Renúncia? Não percam tempo com isso", afirmou. O Conselho de Ética do Senado ratificou, por oito votos a favor e quatro abstenções, a decisão tomada ontem pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), de que o senador Jader Barbalho (PMDB-PA) tem o direito de se manifestar na reunião do Conselho, mas não o de exercer, nesta fase do inquérito em curso contra ele, o direito de ampla defesa previsto na Constituição. Abstiveram-se os senadores do PMDB presentes à sessão. O presidente do Conselho, senador Juvêncio da Fonseca (PMDB-MS), concedeu a palavra a Barbalho.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.