Jader medita sobre medidas contra Fraga

O presidente do Senado, Jader Barbalho (PMDB-PA), disse hoje que "está meditando" sobre a conveniência ou não de tomar medidas contra o Banco Central, cujo presidente, Armínio Fraga, foi um dos que pediram a reabertura do caso Banpará, em que Barbalho era apontado como um dosbeneficiários de desvio de recursos, sem que nada fosse comprovado contra ele, segundo documento elaborado pelo Departamento Jurídico do próprio BC.Em conversas com companheiros de bancada, Barbalho tem dito que não sabe a razão da insistência do BC em reabrir o caso, quando não há nenhumaprova. "Só pode ser forra", disse o presidente do Senado, lembrando que, em 1996, fez denúncias contra o BC relacionadas com a liquidação extrajudicial dos bancos Nacional e do Econômico e, mais recentemente, na CPI dos Bancos, denunciou o socorro de US$ 1,6 bilhão aos bancos Marka e FonteCindam, em janeiro de 1999. "Esse caso não pode ser mais importante do que o do Banpará, porque o BC colocou US$ 1,6 bilhão de dólares em questão de horas, e o prejuízo foi muito maior", afirmou Barbalho hoje, lembrando que, no Banpará, fala-se em R$ 10 milhões. As manifestações foram feitas pelo senador a propósito da decisãotomada hoje pelo procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, de determinar o arquivamento do processo Banpará, recentemente reaberto pelo Ministério Público do Pará. Barbalho lembrou que, numa das seis vezes em que o caso Banpará foi reaberto, isto ocorreu por solicitação dele, em 1996,justamente porque se insistia numa versão de que haveria alguma coisa contra ele. Barbalho está distribuindo, hoje, a todos os senadores o despacho, de nove laudas, em que Geraldo Brindeiro determina o arquivamento do processo.

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