Jáder discursa para TV e plenário vazio

Para um plenário praticamente vazio (com seis senadores presentes) mas diante das câmeras da TV Senado, o presidente do Congresso, senador Jader Barbalho (PMDB-PA), pronunciou um discurso em que abordou diversas denúncias envolvendo seu nome, sempre sublinhando que nunca foram apresentadas provas contra ele. Barbalho citou três casos em que é acusado de beneficiar financeiramente de forma ilegal ? desvio de dinheiro do Banco do Estado do Pará, má aplicação de recursos da Sudam e envolvimento em venda ilegal de TDAs (Títulos da Dívida Agrária). Barbalho reclamou da dificuldade que enfrenta, como presidente do Senado, tendo que responder a esse tipo de denúncias. Ele fez uma crítica generalizada à imprensa, afirmando que ela vem "requentando" notícias antigas a seu respeito. Citou, como exemplo de denúncias contra políticos que se revelaram falsas os casos do ex-ministro Ibrahim Abi Ackel (Justiça), acusado sem provas de envolvimento em contrabando de pedras preciosas e depois inocentado; do ex-ministro da Saúde Alceni Guerra (governo Collor), "execrado", segundo Barbalho, em "uma campanha violentíssima (da imprensa) sobre compra de bicicletas". Barbalho lembrou também o recente caso do chamado "Dossiê Cayman". No caso do desvio de verbas destinadas a projetos da Sudam, ele reafirmou que seu nome não foi citado em nenhuma linha do relatório das investigações sobre as irregularidades no órgão. O senador reclamou que tentaram atingir a sua mulher Márcia, que teria recebido recursos para um projeto de criação de rãs. Segundo ele, sua mulher recebeu R$ 422 mil da Sudam, e seus acusadores falaram em R$ 9,6 milhões. "Não há nenhuma procedência nisso. A minha mulher tem sido objeto de chacota e ela é apresentada à opinião pública como tendo desviado R$ 9 milhões, e recebeu apenas R$ 422 mil?.

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