Jader deve ser processado criminalmente, diz nota

Os procuradores da 5.ª Câmara de Defesa do Patrimônio Público, da Procuradoria Geral da República, concluiram que o presidente licenciado do Senado, Jader Barbalho (PMDB-PA), foi o maior beneficiário com os desvios do dinheiro do Banco do Estado do Pará (Banpará), entre 1983 e 1987, período em que governou o Estado. Os integrantes do Ministério Público Federal sugeriram que o senador seja processado criminalmente por crime de peculato (apropriação de bens públicos), cuja pena pode variar de 12 a 16 anos de prisão.?Há veementes indícios de que a emissão da maior parte daqueles títulos e a posterior negociação deles no mercado financeiro se fez com o propósito de desviar recursos do Banpará em proveito do então governador daquele Estado, de sua ex-esposa - a deputada federal Elcione Barbalho (PMDB-PA) -, dos próprios emitentes e de outras pessoas físicas e jurídicas ligadas ao apontado homem público (o senador Jader Barbalho)?, revela a ata da reunião dos integrantes da Câmara de Defesa do Patrimônio Público.Os procuradores pedem ainda que sejam impetradas pelo Ministério Público do Pará, ações de ressarcimento dos recursos desviados. Além disso, Jader poderá ser processado por crime de peculato, com pena máxima, que é de 16 anos, já que na época dos desvios do Banpará, ele exercia cargo de confiança, como governador do Estado. A ação penal será pedida pelo procurador geral da República ao Supremo Tribunal Federal (STF), possivelmente na próxima semana. A medida é necessária pois Jader tem foro privilegiado ? assim como sua ex-mulher ? por ser senador.

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