Jader desafia Comissão de Ética

O presidente licenciado do Senado, Jader Barbalho (PMDB-PA), disse que o comissão destacada pelo Conselho de Ética para investigá-lo tem a "obrigação" de provar como ele infringiu o Código de Ética, antes de tomar qualquer iniciativa no sentido de pedir a abertura de processo contra ele por quebra de decoro parlamentar. Ele não só quer que os senadores mostrem provas, como deixará claro que está pedindo uma perícia de toda a documentação referente ao desvio no Banco do Estado do Pará (Banpará). Jader, que passou o dia em sua residência se preparando para o depoimento de amanhã à comissão, afirmou que prestará todos os esclarecimentos sobre as acusações de que foi beneficiário do desvio de recursos do banco à época em que foi governador do Pará."Eu tenho um parecer do Banco Central que é muito claro", disse o senador, referindo-se ao parecer de 92, assinado pelo procurador José Coelho Ferreira que, em um dos trechos, destaca que a instituição não conseguira detectar "provas suficientes, robustas, convincentes, no sentido e, juridicamente, indiciar o Sr. Jader Fontenele Barbalho".Ao recorrer a esse parecer jurídico, Jader pretende, em sua defesa, rebater os documentos incluídos nos relatórios do inspetor do BC, Abrahão Patruni Júnior, que os senadores vão lhe apresentar no depoimento. Patruni levou aos senadores documentos que apontam Jader como beneficiário de aplicações feitas no Banco Itaú, no Rio, compostas com recursos desviados do Banpará. "O que vale mais, um relatório de um funcionário ou da instituição?? - questionou o presidente licenciado do Senado, informando também que, no dia 18 de setembro, pretende reassumir o cargo no comando da Casa.O senador disse estar "tranqüilo" para o depoimento de amanhã, que será fechado e começará às 10 horas, em seu gabinete no Senado. Além da comissão, qualquer senador poderá participar da sessão e fazer perguntas.

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