Jader defende prazo para ACM e Arruda

O presidente do Senado, Jader Barbalho, interrompeu a condução da sessão no plenário para rebater críticas contra o prazo de quinze dias para que a Mesa Diretora da Casa se pronuncie sobre o pedido de abertura do processo de cassação contra os senadores Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA) e José Roberto Arruda (Sem partido-DF). Ele afirmou que não irá aceitar nenhuma pressão para acelerar a tramitação do processo.Jader disse que está utilizando o mesmo peso e medida para a tramitação do pedido de empréstimo do governo federal ao Banco Mundial, de US$ 757,58 milhões, para recomposição das reservas internacionais. "Não estamos fazendo nenhuma concessão. Não vamos aceitar nenhuma pressão para apressar a tramitação", afirmou Barbalho. Ele reafirmou que, tão logo o senador Carlos Wilson (PSDB-PE) apresente o seu relatório sobre o pedido de abertura do processo de cassação, convocará a Mesa Diretora para apreciá-lo. No caso do empréstimo do Banco Mundial, Jader havia afirmado que só tomou conhecimento pelos jornais do interesse do governo em aprovar com urgência o empréstimo, não tendo recebido qualquer pedido das lideranças governistas. Quanto ao processo de cassação, o próprio relator do parecer aprovado pelo Conselho de Ética, Roberto Saturnino (PSB-RJ), afirmou há pouco que preferia um prazo menor. "Preferiria que fosse um prazo mais curto mas não acredito que isto vá alterar a decisão da Mesa Diretora", afirmou Saturnino.

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