Jader defende CPI para denúncias envolvendo ACM

O presidente do Senado, Jader Barbalho (PMDB-PA), disse hoje que só apóia a criação de uma CPI para investigar as denúncias feitas contra ele sobre supostas irregularidades no Banpará, se a comissão investigar as acusações envolvendo seu adversário político, o senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA). O senador citou o caso da "pasta rosa" e as contas-fantasmas do Citibank de Salvador que, segundo ele, têm relação com as contas-fantasmas de PC Farias.Barbalho defendeu ainda a inclusão na investigação de contas da OAS (administrada por um genro de ACM) na Suíça e nas ilhas britânicas. Ao ser questionado sobre o dossiê Cayman o senador disse que esse caso também poderia ser incluído na investigação, "apesar de todas as notícias indicarem que esse é um dossiê falso". "Podemos colocar isso tudo num balaio e apurarmos tudo junto". O presidente do Senado recusou-se a comentar detalhes sobre as acusações no Banpará pois, segundo ele, isso é um "caso requentado". No último sábado, o jornal O Estado de S.Paulo publicou a íntegra do relatório do BC na época, no qual cita o nome do senador várias vezes. "Não posso dar informações do que eu desconheço", afirmou Barbalho, esclarecendo que ainda não recebeu documento do BC sobre o caso.Jader disse ainda que deseja do presidente Fernando Henrique Cardoso a realização de uma "varredura" na Sudene, a exemplo da que está sendo feita na Sudam. Jader afirmou que foi "levianamente" envolvido nas denúncias da Sudam, por causa da campanha eleitoral à presidência do Senado."Estou ansiosíssimo para verificar se meu nome foi citado uma vez sequer", disse Jader, referindo-se ao relatório sobre as investigações na Sudam, que o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, vai divulgar ainda hoje. Barbalho lembrou que existe uma CPI na Câmara sobre a Sudam "que não chega a lugar nenhum", embora existam acusações "gravíssimas" contra o órgão.

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